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O desenvolvimento do movimento empreendedor feminino na cidade de Franca (SP) e o papel do Conselho da Mulher Empreendedora (CME) influenciando políticas públicas



Raquel Santos
Raquel Santos

The movement of the female entrepreneur development in the city of Franca (SP) and the role of Cntrepreneurial Woman Council (CME) influencing public policy


Sessão temática: Gestão Organizacional e Empreendedorismo


SANTOS, Raquel
Centro Universitário Municipal de Franca – Uni-FACEF
Mestranda em Desenvolvimento Regional
raquelsantosra@gmail.com

CAVALCANTI-BANDOS, Melissa F.
Centro Universitário Municipal de Franca – Uni-FACEF
Docente do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional
melissafcb@gmail.com


Resumo

O empreendedorismo feminino no Brasil tem ganhado destaque nos últimos anos, fortalecendo-se como um movimento que traz perspectivas de crescimento de desenvolvimento econômico e social, de maneira específica nas localidades e regiões em que está mais presente. Amplia-se o número de empresas e empregos, melhora-se a qualidade dos produtos e serviços prestados, e as características de cooperação, intuição e sensibilidade presentes na mulher, potencializam essa força. Nesse contexto, esse artigo tem como objetivo central analisar o desenvolvimento do movimento empreendedor feminino na cidade de Franca (SP) e o papel do Conselho da Mulher Empreendedora (CME) podendo influenciar políticas públicas. Assim, por meio de uma pesquisa exploratória, inicialmente baseada em dados secundários e posteriormente, dados primários, obtidos a partir de questionários respondidos por 7 mulheres integrantes do CME em Franca (SP), verificou-se que a inserção das empreendedoras em grupos ou redes como o Conselho são fonte de estreitamento de vínculos, ampliando a troca de experiências, ajudando na superação de obstáculos, melhorando sua capacitação, podendo ser fonte de políticas públicas municipais para fortalecimento do movimento empreendedor na cidade de Franca (SP).

Palavras-chave: Empreendedorismo feminino, Conselho da Mulher Empreendedora, Políticas Públicas Municipais.


Abstract

The female entrepreneurship in Brazil has become more and more evident over the years getting stronger as a movement which brings perspectives of social and economic development, particularly in the regions where it is more present. There is an increase in the number of companies and jobs; the quality of the products and services offered do get better and this is due to some characteristics typical of women, namely, cooperation, intuition and sensibility. In this context, the main goal of this article is to analyze the development of the female entrepreneur movement in the city of Franca (SP) and the role of the Entrepreneur  Woman Council (*CME) which can influence public policies. Therefore, by means of an exploratory research, at first based on secondary data and later, primary data was considered, which came up considering the questionnaires that 7 women, members of CEM in Franca (SP), answered and it was possible to realize that the insertion of these entrepreneur women in groups or networks such as the Council are responsible for the strengthening of bonds, expanding  the exchange of experiences, helping people to overcome obstacles, improving qualification,  becoming a source of municipal  public policies for  the strengthening of the entrepreneur movement in the city of Franca (SP).

Key Words: Female Entrepreneurship, Entrepreneur Woman Council, Municipal Public Policies 

CMEConselho da Mulher Empreendedora – Entrepreneur Woman Council in Portuguese



1. INTRODUÇÃO

No Brasil, o empreendedorismo por mulheres tem-se apresentado em expansão, principalmente nos últimos anos. Em estudo recente divulgado em 2015 pela Serasa Experian, o Brasil apresenta 5.693.694 empreendedoras, isto é, 8% da população feminina do país. Assim, são 43% mulheres empreendendo negócios no país. (SERASA EXPERIAN, 2015). Esse crescimento pode ser justificado se também pela ampliação de redes e grupos envolvendo as mulheres empreendedoras.

Em meio a cenários de dificuldade e incerteza, verifica-se uma mudança de pensamento no campo do empreendedorismo, pois a individualidade passa a dar espaço à coletividade. Surgem então, ações que apoiam a atividade empreendedora por meio de grupos, redes e outros tipos de formações que buscam compartilhar conhecimento, inovação e buscar benefícios mútuos resultantes da união de forças. No caso das mulheres, estudos têm demonstrado que redes sociais favorecem o desenvolvimento de pequenos negócios. Assim, a partir das relações sociais que são constituídas, as redes podem apresentar influências sobre a ação empreendedora, pois, contribuem na troca de experiências, informações e podem promover ações estratégicas que beneficiem os negócios, podendo ser estes fatores decisivos para o crescimento, desenvolvimento e sobrevivência de pequenas empresas além de contribuir com participação em criação de novas políticas públicas (MAGALHÃES et.al., 2009).

Dessa forma, esse artigo tem como objetivo principal analisar o desenvolvimento do movimento empreendedor feminino na cidade de Franca (SP) e o papel do Conselho da Mulher Empreendedora (CME) podendo influenciar políticas públicas.  Para tanto, foi realizada uma pesquisa exploratória, inicialmente baseada em dados secundários e posteriormente, dados primários, obtidos a partir de entrevistas conduzidas no ano 2014 com 12 mulheres integrantes do CME em Franca (SP). Para fins deste artigo, buscou-se conhecer como surgiu o conselho e analisar a sua contribuição para o desenvolvimento das empresas, das empresárias e do exercício do papel empreendedor inseridos em associações de mulheres de negócios na cidade de Franca/SP.

A fim de alcançar seus propósitos, o artigo é exposto a partir dessa introdução, na sequencia, um referencial teórico abordando os temas empreendedorismo, empreendedorismo feminino, bem como redes e grupos; para após serem apresentados os procedimentos metodológicos, os resultados analisando no CME como importante no desenvolvimento do movimento empreendedor feminino na cidade de Franca, a seguir, as considerações finais e referências.


2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 O Empreendedorismo

Ao falar de empreendedorismo tem-se que ter em mente seu real significado para que se possa entender a finalidade com que ele é aplicado nos dias de hoje. Ao adotar o adjetivo empreendedor a uma pessoa esta se destacando algumas características específicas. Ao buscar pelo significado livre do dicionário tem-se a seguinte definição:

“em.pre.en.de.dor
adj (empreender+dor2) 1 Que empreende. 2 Que se aventura à realização de coisas difíceis ou fora do comum; ativo, arrojado. sm 1 Aquele que empreende. 2 Aquele que toma a seu cargo uma empresa.” (MICHAELIS, 1998)

Verifica-se, portanto, que o empreendedor é aquele que faz as coisas acontecerem, se antecipa aos fatos e tem uma visão futura da organização, isto é, um ser humano inovador, que busca realizar algo diferente.

Empreendedor é alguém capaz de identificar, agarrar e aproveitar oportunidades, buscando e gerenciando recursos para transformar a oportunidade em negócio de sucesso. (TIMMONS, 1994).

O termo empreendedor - do francês entrepreneur - significa aquele que assume riscos e começa algo novo. O empreendedor é a pessoa que inicia e/ou opera um negócio para realizar uma ideia ou projeto pessoal assumindo risco e responsabilidades e inovando continuamente. (CHIAVENATO, 2004)

O comportamento empreendedor está normalmente relacionado à criação de novos negócios, verifica-se três característica básicas que identificam o espírito empreendedor: a necessidade de realização, a disposição para assumir riscos e a autoconfiança. (CHIAVENATO, 2004). Um dos traços mais importantes é a motivação de realização ou impulso para melhorar.

David McClelland desenvolveu uma interessante teoria a respeito dos empreendedores baseado em estudo realizado em 34 países, para criar os instrumentos adequados de seleção e treinamento. O programa ficou pronto em 1985 e foi lançado por meio de um convênio entre Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com McClelland, as principais características que um empreendedor bem-sucedido deve possuir ou desenvolver são as seguintes:

  • iniciativa e busca de oportunidades;
  • perseverança;
  • busca de qualidade de eficiência;
  • coragem para assumir riscos, mas calculados;
  • fixação de metas objetivas;
  • busca de informações;
  • planejamento e monitoração sistemáticos, isto é, detalhamento de planos e controles;
  • capacidade de persuasão e de estabelecer redes de contatos pessoais;
  • independência, autonomia e autocontrole. (CHIAVENATTO), 2004)

Ao empreender, alguns passos devem ser seguidos, como a concepção do negócio por meio de um plano de negócios.

A principal utilização do plano de negócios é a de prover uma ferramenta de gestão para o planejamento e desenvolvimento inicial com múltiplas aplicações que deve ser usada por todo e qualquer empreendedor que queira transformar seu sonho em realidade. O plano de negócios serve de guia para demonstrar a viabilidade de se atingir uma situação futura, mostrando como a empresa pretende chegar lá e deve ser revisado periodicamente.

Para ser bem-sucedido, o empreendedor não deve apenas saber criar seu próprio empreendimento. Deve também saber gerir seu negócio para mantê-lo e sustentá-lo em um ciclo de vida prolongado e obter retornos significativos de seus investimentos. Isso significa administrar: planejar, organizar, dirigir e controlar todas as atividades relacionadas direta ou indiretamente com o negócio.visando as diferenciações que podem ser necessárias para seu crescimento diante de tanta concorrência. As empresas, atualmente, operam em cenários incertos, em que mudanças acontecem com mais frequência e rapidez. São alterações políticas, econômicas, sociais, culturais que impactam os negócios significativamente, sendo difíceis de se controlar. (CHIAVENATO, 2004).

Quando volta o foco para um nicho mais específico, tal como o desenvolvimento do sexo feminino no campo profissional, pode-se observar que a abordagem deste empreendedorismo tem peculiaridades que serão abordadas no tópico a seguir.

2.2 O Empreendedorismo Feminino

O empreendedorismo feminino vem crescendo a cada dia, as mulheres assumem seu papel de líder nos seus negócios, além de precisarem cumprir com a posição que ainda ocupam na vida pessoal, como mãe, esposa, filha, entre outras. Para suprir as necessidades que adquiriram, sendo independentes, cada vez mais se encontram empresas criadas por mulheres e um número crescente de novos empreendimentos geridos por estas.
Assim, propõe-se nesse tópico, inicialmente, abordar os aspectos históricos que marcaram a presença da mulher no mercado de trabalho, culminando com sua necessidade de empreender, que será abordado na sequencia.

2.2.1 Aspectos Históricos

Desde o dia 8 de março de 1857, quando operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve, as mulheres ganharam destaque e visibilidade perante o mundo. Neste dia elas ocuparam a fábrica em que trabalhavam e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho."
(Fonte: http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm)

Para mostrar a feminização do mercado de trabalho e do empreendedorismo precisamos listar alguns fatos históricos que impulsionaram e justificaram esse caminho. Durante o decorrer da história verificou-se que, quando ocorrem mudanças na sociedade, a mulher passa a assumir tarefas que diferem do ambiente familiar e doméstico, costumeiros dos períodos em questão. Entretanto a sociedade usou, por muito tempo, o argumento da diferença biológica para justificar a desigualdade entre homens e mulheres, porém foi observado por Oliveira (1997, p.11) que “O funcionamento do cérebro desvendado agora não indica, em nenhum momento, que as características masculinas são melhores e as femininas piores. Eles têm habilidades diversas”. A Revolução Industrial começou a modificar lentamente esse quadro. O número de mulheres empregadas aumentou significativamente, trouxe a mulher para trabalho fabril quando o aumento da produtividade era necessário, apesar disso tanto a jornada de trabalho quanto os salários eram muito desiguais. Ainda no século XIX iniciaram-se algumas reivindicações sobre direitos trabalhistas, igualdade de jornada de trabalho, dentre outros. Com a crescente industrialização, as mulheres empregam-se como assalariadas nas indústrias e oficinas, mas sem abandonar seus lares e suas funções, começam a sim a ter uma dupla jornada. Um forte impulsionador da entrada da mulher no mercado de trabalho deu-se no século XX com as 1ª e 2ª Guerras Mundiais (1914 – 1918 e 1939 – 1945, respectivamente). A ausência dos homens enviados para combate e posteriormente a quantidade de homens mortos durante o conflito tornou imprescindível a contratação de mulheres para funções que antes eram exclusivamente masculinas. As mulheres ganharam mais espaço no mercado de trabalho. Nesse período nascem os primeiros movimentos feministas. As mulheres começaram uma luta mais organizada por seus direitos e pela igualdade de oportunidades no trabalho. Foi nos anos 70 que, no Brasil, a mulher ingressou de maneira mais precisa no mercado de trabalho, surgindo por fim os movimentos sindicais e feministas no país. Na década de 1980, mulheres ganharam mais visibilidade dentro do movimento sindical, por conta do surgimento da Comissão Nacional da Mulher Trabalhadora, na Central Única Dos Trabalhadores (CUT). Na Constituição Federal de 1988 a mulher conquistou a igualdade jurídica, sendo considerada tão capacitada quanto o homem. Essa evolução do comportamento humano, das mudanças e quebras de tantos tabus e ricamente comentada por Villas Boas (2010, p. 35) “A cada geração, novos padrões de comportamento vão se tornando aceitáveis. A sociedade evolui e com isso diminuem as diferenças entre o que as mulheres podem fazer e o que está reservado aos homens”.

E independente de posições ou preferências políticas deve-se ter consciência de que através de partidos advindos de Sindicatos e classes oprimidas da nossa sociedade é que as mulheres conseguiram conquistar papel importante, através da política, em vários níveis profissionais, intelectuais e mesmo dentro de suas casas, conseguindo dividir os papéis e serem reconhecidas por outras atividades senão as domésticas.

2.2.2. Definições e Características

Neste estudo, mulher empreendedora será considerada aquela que “iniciou sua empresa, estando envolvida na gestão”, tal como o conceito de Moore e Butner (1997, p.13).
As mulheres possuem características empreendedoras que acabam sendo vantajosas para o empreendedorismo, principalmente em pequenas e novas empresas, tais como: cooperação, intuição e sensibilidade. Estas características, em um primeiro momento, as tornam capazes de conseguir juntar muitas informações relevantes para dar seguimento a um plano de negócio e melhorar as tomadas de decisões inerentes a ele. A segurança que precisam para esta tomada de decisão também é maior, o que faz com que elas se envolvam muito mais com questões que aparentemente possam parecer desnecessárias.

Estas mulheres ainda precisam lutar contra o preconceito de um passado machista e opressor que em algumas empresas ainda permanece fazendo com que as colaboradoras do sexo feminino não tenham seu reconhecimento em nível de cargos e salários.

Segundo dados divulgados pelo Fórum Econômico Mundial, em um ranking que compara a igualdade de gêneros entre os países, em 2014, no que se refere à equiparação dos salários, o Brasil ficou com a 71ª colocação, caindo nove posições em relação a 2013, quando estava na 62ª. De acordo com o relatório, o país apresentou uma "ligeira queda na igualdade salarial e renda média estimada" para o sexo feminino (FURLAN, 2015)

Verifica-se, portanto, que a necessidade de reconhecimento da mulher no mercado de trabalho amplia a importância do movimento empreendedor, pois na sua própria empresa, a empresária será reconhecida pelo seu verdadeiro valor independente de gênero, colhendo os méritos do seu trabalho.

Um dos fatores que contribuiu significativamente para o aumento da importância que vem sendo dada aos estudos na área do empreendedorismo feminino está relacionado com o aumento da participação da mulher no mercado de trabalho. (CASSOL, 2006). Do total das empresas ativas no Brasil, 30% tem mulheres como sócias. Segundo a solução Mosaic Brasil, que mostra os 11 grupos dominantes da população brasileira, 59% das mulheres empreendedoras estão no grupo “Donos de Negócios”, que engloba pequenos e médios empresários, e 11% delas estão no grupo “Elites Brasileiras”, que representa adultos acima de 30 anos, com alta escolaridade e que desfrutam de alto padrão de vida. Entre as donas de grandes empresas, o grupo Elite Brasileira é maioria e representa 56% das sócias. O grupo também é dominante entre as proprietárias de médias empresas, que representam 44% do total de empreendedoras. (SERASA EXPERIAN, 2015)

A mulher ativa profissionalmente, então, se torna consumidora de seus próprios negócios, confirmando o aumento de investimento em negócios tradicionalmente relacionados ao mundo feminino, como vestuário, serviços de beleza pessoal, educação, comércio varejista de produtos farmacêuticos, de beleza, perfumaria e cosméticos, além de serviços que facilitam a vida dessas mulheres, tais como comida pronta, lavanderias, etc.

Inegavelmente as mulheres que avançaram na conquista de espaço no mercado de trabalho,  são as que começam a empreender mais por necessidade do que por oportunidade. Isso ocorre por diversos motivos, tais como realização pessoal, desgosto com o emprego atual, mudança na vida pessoal, como morte ou separação do cônjuge, ou ainda pela necessidade de buscar alternativas para suprir o sustento da família ou se auto sustentarem, no caso de optarem por morarem sozinhas.

Apesar deste aumento significativo na posição das mulheres no mercado de trabalho não foi um processo fácil e simples. As mulheres  enfrentam várias barreiras no mundo do trabalho. Salários menores, deficiência nas políticas sociais, dificuldades na progressão de carreira, dupla jornada, falta de voz nos espaços de decisão e poder. Essas e outras barreiras encontradas pela maioria das mulheres tornam-se as razões para optarem por deixar seus atuais empregos e se lançarem por conta própria como empresárias, na expectativa de alcançar êxito por meio de seu estilo. (MUNHOZ, 2000)

O mais relevante é que as mulheres estão marcando sua presença no mundo do trabalho, apesar das dificuldades e barreiras impostas. No entanto, independente da natureza do empreendimento, o que se observa é que empreender é então uma tarefa tanto para homens quanto para mulheres, independentemente de sua classe social ou profissão. Basta que a pessoa deseje, use da sua criatividade, inove, motive e assume riscos. (DOGEN, 1989)

O destaque da mulher empreendedora combina características masculinas como: iniciativa, coragem, determinação, com características femininas como: cooperação, intuição, sensibilidade. Isso ocorre porque a mulher, de modo geral, tem uma tendência para lidar com a multiplicidade de papéis desempenhados no ambiente familiar e profissional, além da habilidade para encontrar soluções criativas para as situações imprevistas, mesmo com a sobrecarga de atividade em família. (STOLCKE, 1980)

2.3 A Criação de Grupos de Empreendedores e as Políticas Públicas

2.3.1. Redes e Grupos

As Associações de Mulheres de Negócios são uma das principais formas de visibilidade de empreendedoras em seu papel, tanto no caso brasileiro como em outros países. Essas entidades funcionam como redes, buscando um fortalecimento no engajamento coletivo. Uma das primeiras Associações de Mulheres de Negócios foi fundada em 1946 na França, chegando ao ano de 1998 com 29.000 associadas (MACHADO, 2009). Sorenson, Folker e Brigham (2008, p. 615), sugerem que “mulheres possuem certa propensão a ver o mundo como uma rede e ainda que as relações estabelecidas devem ser conservadas.” Nesse sentido, Wharton e Brunetto (2007) alegam que mulheres só compartilham informações quando conhecem suficientemente os membros da rede, e os mesmos apresentam comportamentos pautados em confiança, caso contrário, não arriscam, com receio de beneficiar os concorrentes. Os benefícios da rede incluíram a importância de crescimento do negócio e ainda uma forma de permitir às mulheres representatividade nos mesmos níveis que os homens. Warthon e Brunetto (2007) realizaram um estudo sobre o comportamento em rede de empreendedoras na Austrália e, algumas das participantes declararam ter obtido vantagens quanto à troca de experiências por meio de situações em que compartilharam problemas e ideias. O estabelecimento de relações de confiança entre os membros foi apontado por 37,6% como benefícios potenciais da participação na rede.

2.3.2. Políticas Públicas

Políticas públicas são conjuntos de programas ou ações que são desenvolvidas pelo estado ou governo tendo impactos diretos ou indiretos a sociedade e suas localidades (bairro, cidade, estado). Têm a participação de atores, aqueles que têm algum papel relevante na proposição, aprovação ou aplicação destas políticas (SECCHI, 2010).

Políticas públicas podem ser propostas em diversos tipos de conselhos, assembleias, reuniões ou debates que envolvam atores individuais ou coletivos. Os primeiros tem papel de destaque perante pessoas ou um grupo deles e têm grande por de influência sobre elas, são políticos, magistrados, a imprensa. Já os atores coletivos são aqueles que consolidam um grupo de pessoas (físicas ou jurídicas) que talvez não teriam poder individualmente e quando se agrupam conseguem força para propor ideias, aprovações lutar por ideais coletivos e ainda destacar-se em negociações que não conseguiriam se fossem apenas indivíduos, são as associações, sindicatos, partidos políticos. (SECCHI, 2010)


3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Quanto aos procedimentos metodológicos, trata-se de uma pesquisa exploratória, que permite ao pesquisador, aumentar sua experiência em torno de determinado problema (TRIVIÑOS, 2008)

Define-se pesquisa exploratória como o estudo preliminar realizado com a finalidade de melhor adequar o instrumento de medida à realidade que se pretende conhecer. Em outras palavras, a pesquisa exploratória, ou estudo exploratório, tem por objetivo conhecer a variável de estudo tal como se apresenta, seu significado e o contexto onde ela se insere. Pressupõe-se que o comportamento humano é melhor compreendido no contexto social onde ocorre. (QUEIRÓZ, 1992).

Quanto a abordagem, esta pesquisa é de natureza qualitativa. De acordo com Richardson (2008), a pesquisa qualitativa pode ser caracterizada como a busca por uma compreensão detalhada dos significados e características situacionais apresentadas pelos entrevistados, em lugar da produção de medidas quantitativas de características ou comportamentos.
A coleta de dados foi, inicialmente, a partir de dados primários, oriundos de livros, artigos científicos, sites da internet, pesquisas divulgadas entre outros, e posteriormente, secundários a partir de um questionário estruturado enviado por e-mail para 30 integrantes do Conselho da Mulher Empreendedora na cidade de Franca/SP. Obteve-se um resultado de 7 respostas.

Flick (2009) destaca que o critério da conveniência refere-se à seleção daqueles casos mais acessíveis sob determinadas condições e, em alguns casos, pode inclusive representar o único caminho para realizar uma avaliação com recursos limitados de tempo e de pessoas.

O formulário de pesquisa enviado por e-mail apresentavam as seguintes questões estruturadas e abertas:

  1. O que você acha das políticas públicas de fomento às pequenas e médias empresas?
  2. Em quais aspectos sua participação no conselho lhe ajudou na vida de empreendedora para você e para sua empresa?
  3. O que é preciso avançar para o desempenho do papel empreendedor na visão de empreendedoras na cidade de Franca?
  4. Como o conselho pode fomentar na realização de políticas públicas focadas no empreendedorismo feminino?

Assim, a pesquisa buscou atender o seguinte objetivo central: analisar o desenvolvimento do movimento empreendedor feminino na cidade de Franca (SP) e o papel do Conselho da Mulher Empreendedora (CME) podendo influenciar políticas públicas.


4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir dos questionamentos direcionados para as empreendedoras buscou-se compreender o desenvolvimento do movimento empreendedor feminino na cidade, bem como o papel do Conselho da Mulher Empreendedora – CME, podendo influenciar políticas públicas.

O CME é um grupo constituído na ACIF - Associação do Comércio e Indústria de Franca,formado por 90 mulheres empresárias que se uniram com a missão de empoderar a mulher para o seu desenvolvimento pessoal e profissional na cidade de Franca (SP).
Este grupo surgiu em 2005 é regido por um código de ética e valores. Apresenta papel importante dialogando com o governo municipal, tendo capacidade de influenciar políticas públicas. O grupo tem participado de eventos em nível  nacional e internacional, unindo-se a outras redes de mulheres empreendedoras.

O CME faz parte de Conselho Estadual da Mulher (CEM).¹e em recente encontro realizado em 2012 a presidente Maria Salette destacou o associativismo como a melhor via para a atuação da mulher empresária. “O caminho é a busca de parceiros efetivos para fortalecer e ampliar as atividades do associativismo feminino nas associações comerciais e nos demais setores sociais, como a política pública. Esse é o papel da mulher e temos muitos desafios”.

A seguir, elaboraram-se quatro quadros a partir das respostas das empreendedoras se suas análises na sequencia.


Quadro 1 – Opinião sobre políticas públicas de fomento às pequenas e médias empresas.

  • Há poucas políticas públicas voltadas para as pequenas e médias empresas no Brasil;
  • É necessário avançar e priorizar o desenvolvimento de empresas nesse assunto;
  • Falta de apoio ao empreendedor em momentos de crise;
  • A alta carga tributária dificulta a atuação do empreendedor.

Fonte: as autoras


No tocante às políticas públicas voltadas para as pequenas e médias empresas no Brasil é preciso avançar e priorizar esta área. Verifica-se, portanto, uma lacuna nesse cenário. As mulheres empreendedoras levantaram a falta de apoio ao empreendedor e citaram a alta carga tributária.


Quadro 2 – Opinião sobre a participação no CME com relação à influência pessoal e empresarial.

  • Grande evolução do networking das empreendedoras;
  • Aumento do aprendizado na vida pessoal e profissional das mulheres envolvidas;
  • Possibilidade de capacitação da mulher empreendedora melhorando a gestão dos seus negócios;
  • Oportunidade de crescimento de vendas e conhecimento sobre marketing;
  • Empoderamento e ampliação de conhecimentos na vida pessoal e empresarial.

Conforme demonstrado na pesquisa, os resultados apontaram semelhança com o estudo de Aragão, Vieira e Lopes Junior (2009), sendo que o desenvolvimento empreendedor feminino com a participação em redes propicia maior divulgação das empresas que integram a rede. Há também ampliação dos negócios gerada principalmente pelo aumento nas vendas. A reciprocidade entre empresas das participantes no momento em adquirir um produto ou serviço também foi observada. O desenvolvimento de um ambiente favorável para a aprendizagem e acesso a informação e maior visibilidade dos nomes e das atividades realizadas pelas empresas, também foram apontados como ganhos da participação.

Em relação à contribuição ao desenvolvimento empreendedor feminino,  notou-se a ampliação de papéis. A ampliação da rede de contatos demonstrou-se favorável, de modo que há contato com outras redes. Em termos de ampliação do conhecimento, notou-se a preocupação das empreendedoras em manter-se atualizadas, sendo este item mencionado por Aragão, Vieira e Lopes Junior (2009), como um ganho competitivo gerado pela rede em termos de aprendizagem.

Do mesmo modo, Aragão, Lopes e Alves Junior (2009) apontam que PME´s ao participarem de uma rede de cooperação, podem obter ganhos em termos de ganhos de escala e poder de mercado, que envolvem força de mercado e credibilidade. Nesse contexto, a ampliação da confiança nas relações sociais entre os membros acaba por gerar ações de reciprocidade (RAMOS; SOUZA, 2008).

Tal como em estudo realizado por Machado (2009), a participação na rede contribuiu para melhoria na imagem e na respeitabilidade da empresária.


Quadro 3 – Necessidades de avanços no papel do empreendedor em Franca.

  • Ampliação do fortalecimento do papel empreendedor;
  • Aumento da união e vínculos para atuação em políticas públicas;
  • Ampliar os momentos de troca de experiências, espaço de debates que são positivos no crescimento pessoal e profissional.

Fonte: as autoras


Em relação ao que é preciso avançar na visão do empreendedorismo feminino em Franca e como desenvolver políticas públicas a partir do conselho, é preciso muito trabalho.
Ainda em termos de contribuições para o desenvolvimento empreendedor feminino, notou-se relatos de ampliação do conhecimento. Warthon e Brunetto (2007) narraram vantagens da participação na rede quanto à troca de experiências e conhecimento, por meio de situações em que compartilharam problemas e ideias. Nesse estudo, identificou-se que a troca de experiências e de conhecimento era realizada por meio de palestras e eventos promovidos pelo Conselho e que acabaram proporcionando formação gerencial às empreendedoras.


Quadro 4 – O CME fomentando políticas públicas.

  • O CME tem forte presença social e política pelas ações que tem realizado na cidade;
  • Possibilidade de união das empreendedoras por meio o CME para a criação de ações ampliando benefícios para as pequenas empresas;
  • CME fomentou a criação da Lei Municipal da Semana da Mulher Empresária (semana para incentivar a mulher empreendedora a gerar renda, empregos e oportunidades para a cidade);

Fonte: as autoras


Uma das razões identificadas para participar do grupo é a forte presença social e política que o grupo tem evidenciado pelas ações que tem realizado na cidade. As mulheres reconhecem a força do CME e verificaram essa influência como na criação da Lei Municipal a Lei nº 7.878, de junho de 2013, de autoria do vereador Adérmis Marini, aprovada pela Câmara Municipal, que institui na cidade a Semana da Mulher Empreendedora, a ser celebrada na semana do dia 25 de abril, data em que se comemora a instituição do Conselho da Mulher Empreendedora da Associação do Comércio e Indústria de Franca (ACIF). A Semana da Mulher Empreendedora é promovida pelo Conselho da Mulher Empreendedora da ACIF, em circuito determinado por uma comissão organizadora, em conjunto com os órgãos municipais competentes que dão o respaldo necessário para realizar seminários, ciclos de palestras e debates com a finalidade de estimular e apoiar a atuação da mulher empreendedora e empresária, com o objetivo de ampliar seu espaço e compartilhar seus conhecimentos e trajetória de sucesso. A Semana da Mulher Empreendedora conta com o apoio do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) , do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), da Prefeitura, de empresas públicas e privadas.


5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Verificou-se com a pesquisa a importância do desenvolvimento do movimento empreendedor feminino como política pública, que segundo a visão de empreendedoras, sua presença em associações de Mulheres Empresárias, como o CME, fortalecem o grupo e sua influência na cidade de Franca/SP. Foi possível compreender como empreendedoras inseridas neste tipo de rede consideram os efeitos de sua participação em termos de contribuições para sua empresa, para o exercício do desenvolvimento empreendedor, e também, com grandes contribuições na sua vida pessoal.

Evidenciou-se também que suas ações e associações junto a um conselho de mulheres empresárias são fortalecidas podendo fomentar políticas públicas voltadas cidade de Franca, pensando de maneira geral as pequenas e médias empresas como também de maneira específica o estímulo da mulher empreendedora.

Quanto as razões para o desenvolvimento empreendedor feminino dentro do conselho, o início das atividades empresariais, a busca por benefícios para as empresas e a busca por visibilidade e legitimidade, foram os motivos mencionados pelas empreendedoras para a participação na rede.

Em relação à participação de empreendedoras nas associações, o exercício do papel empreendedor e o desenvolvimento de suas empresas, observou-se que a participação em redes propiciou contribuições para o desenvolvimento dos negócios das empreendedoras que participaram desta pesquisa.

No que se refere aos efeitos no exercício do papel empreendedor, ou seja, as contribuições para a empreendedora identificou-se a ampliação da rede de relacionamentos, do conhecimento e ainda a ampliação de papeis gerados a partir de mecanismo que promoveram maior visibilidade das empreendedoras e que juntas conseguem mobilizar ações de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento empreendedor da cidade.

Notou-se também a perspectiva de rede como uma ferramenta de governança, apresentando os tipos de mecanismos sociais utilizados, tendo como destaque a cooperação e reciprocidade entre os membros. No mesmo sentido, também foram apresentados resultados que demonstraram outros tipos de ganhos competitivos proporcionados pelas redes, como por exemplo, as ações conjuntas e que foram enfatizados por Aragão, Viera e Lopes Junior (2009) ao analisar redes de cooperação.
Na literatura sobre mulheres empreendedoras e redes, alguns trabalhos apontaram resultados semelhantes aos encontrados nesse estudo, como os de Aragão, Viera e Lopes Junior (2009) e Hamouda, Henry e Jhonston (2003). Porém, no que se refere às contribuições para a empresária, Trindade,Souza e Freire (2009) e Wharton e Brunetto (2007) mencionam contribuições na esfera pessoal em termos de visibilidade e ampliação do conhecimento e dos contatos. Neste estudo, identificou-se ainda contribuições relacionadas ao respeito profissional e ampliação de papeis o que contribui muito para o desenvolvimento empreendedor.

Sendo assim, este estudo contribuiu para a constatação de potenciais efeitos favoráveis para o desenvolvimento empreendedor feminino estando participando do Conselho da Mulher Empresária de Franca/SP, podendo gerar subsídios para novas políticas e ações de incentivo e apoio à ação empreendedora por mulheres.

Esse artigo possui algumas limitações tendo em vista o número de questões e respostas obtidas, sugere-se ampliar o estudo buscando mapear o desenvolvimento do movimento empreendedor feminino na cidade de Franca. Pesquisas futuras podem ser feitas em comparando a atuação de outros conselhos em cidades próximas e também buscar compreensão sobre o moviemento empreendedor feminino no Estado de São Paulo e  também no país.


REFERÊNCIAS

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1. Criada em junho de 2009, a instituição tem a proposta de dar apoio e sustentação à participação da mulher nas áreas empresarial, político-institucional e social dentro das 420 associações comerciais (AC’s) do Estado. “O Conselho da Mulher é a união de forças e competências para reforçar as ações da mulher empreendedora em todas as áreas, contribuindo com a realidade de nossas regiões”, afirmou Norma Burti, coordenadora geral do CEM, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), e do Conselho da Mulher da ACSP. Disponível em http://www.guarulhosempresarial.com.br/content.php?m=20141105114813
Acesso em 08 dez.2014

 

 

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