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Organizações ajudam mulheres empreendedoras a alcançarem sucesso



Monica Schimenes
Mônica Schimenes


O setor corporativo é um espaço do qual que nós, mulheres, ainda participamos muito pouco. Embora tenhamos conquistado direitos e respeito de forma positiva nos últimos anos, nossa ocupação nesse meio continua bastante desigual quando comparada com a de homens. Uma pesquisa feita pela Corporate Women Directors International em 2015 identificou que a presença de mulheres em conselhos das 100 maiores empresas latino-americanas aumentou apenas 1,3% em um período de 10 anos. O último dado, de 2015, mostra essa porcentagem em 6,4%.

Esses 6,4 pontos percentuais de mulheres em conselhos administrativos se distribuem em 53 das 100 empresas pesquisadas, mas em apenas 10 delas há mais de uma conselheira. Isso significa que em 43 dessas empresas existe apenas uma mulher no conselho e nas outras 47, nenhuma. Além disso, ainda em 2015 a OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgou uma estimativa que mostra que, mesmo com os avanços das últimas décadas, serão necessários mais 70 anos para que as mulheres cheguem à equidade salarial em relação aos homens.

Como mulher e empreendedora há 19 anos, conheço e participo de muitas organizações que têm como missão trabalhar essa questão, unindo grandes, médias e pequenas empresas de liderança feminina. Uma delas é a WeConnect, que trabalha procurando colocar essas empresas em contato com multinacionais que possam consumir seus produtos e serviços enquanto estimulam o crescimento de negócios das empresárias associadas.

Outra organização que atua de forma semelhante é a BPW (Business Professional Women ou, no Brasil, Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais). Em São Paulo, a BPW atua desde 1974, mas também está presente em mais de 100 outros países, reunindo um total que supera 40 mil mulheres que lutam para transformar essa realidade.

Através da minha agência, a MCM Brand Experience, procuro estabelecer um exemplo de empresa liderada por mulher que está investindo nesses tipos de parcerias. Já fazia parte da WeConnect há algum tempo, tendo inclusive participado de congressos da organização que me ajudaram a enxergar o quão positiva tem sido a mobilização dessas mulheres em muitos outros países além do Brasil. Em 2016, eu e a MCM também passamos a fazer parte do BPW. E em 2017 espero que nós, mulheres e empreendedoras, possamos trabalhar juntas, unindo nossos esforço e fortalecendo nosso sonho de igualdade.

É importante encararmos que temos anos de uma cultura enraizada que nos distanciou cada dia mais do desenvolvimento feminino para empreendedorismo ou uma carreira profissional bem-sucedida. Além de sonharmos, precisamos de espaço, voz e vez nas organizações e nas empresas. Instituições como a WeConnect, a BPW e muitas outras, nos ajudam a superar essas barreiras. Quando o movimento ganha força, começa a mexer com estruturas já existentes, vai transformando os ambientes ao redor. Nós somos prova dessa mudança.

Por Mônica Schimenes

 

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