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A mulher e outras minorias



Monica Schimenes
Mônica Schimenes

Ainda precisamos falar sobre minorias. Para isso, recorro a uma pergunta bastante básica – mas nada simples –, sobre o tema: o que são minorias?

Minorias podem ser definidas como segmentos das sociedades que possuem traços culturais ou físicos específicos que são desvalorizados ou não inseridos na cultura da maioria, gerando processos de exclusão e discriminação. Essa exclusão de direitos de cidadania pode vir do fato de esses grupos pertencerem à determinada classe social ou religião, por serem de determinada raça ou representarem determinado gênero, pela sua orientação sexual ou, também, a somatória de diferentes fatores.

Processos de discriminação têm caráter histórico e, dentre os discriminados, as mulheres compõem um grupo importante. As relações de gênero geram, na grande maioria das vezes, condições desfavoráveis às mulheres e isso se inicia quando educamos nossos filhos em casa, repartimos essa responsabilidade com as escolas e partilhamos a vida em família e amigos. Em todas essas relações vemos diferentes níveis de participação, remuneração e controle na disputa pelo poder entre os gêneros.

O acesso às mulheres vem crescendo e se confirmando como necessário para um ajuste das igualdades. No entanto, a carga de atribuições que as mulheres conquistam se acumulam a todas as outras historicamente conhecidas como “femininas”, tornando a mulher responsável por várias “jornadas de trabalho”.

Cabe aqui um relato pessoal: sou esposa, mãe, empresária, cantora e palestrante. Vivo na corda bamba equilibrando minhas jornadas, me liberando da culpa das entregas em todas elas e desfruto o prazer de compartilhar a vida com um marido parceiro e um filho lindo e saudável. Mas tem dias em que o número de horas do dia não parece suficiente para todas as funções. Sentar e chorar não resolve, então me perdoo e sigo em frente. Já fui para o aeroporto com meu filho no Pronto Socorro com suspeita de caxumba (que inclusive se confirmou). Meu voo pra Nova Iorque ia sair. Sentei com o médico, vi quais eram minhas opções, quantos dias ele teria febre e quanto eu estar ao lado dele modificaria os sintomas. Tive que usar a razão, não me arrependo. Ele ficou bem, antecipei minha volta, cumpri meus compromissos e voltei a tempo de agarrar, beijar, dar os remédios, garantir que não houvessem sequelas. Eu confiei que as pessoas que poderiam ficar com ele seriam minhas mãos e meu coração enquanto eu estava longe.

Tomar decisões como essa, nem sempre fáceis, mas necessárias, faz parte da vida que escolhi. É importante nos lembrarmos que não há certo e errado. Talvez você ficasse aqui se estivesse no meu lugar, talvez voltasse no mesmo prazo sem antecipar, não há julgamento. Existe a vida que escolhi e as alegrias e tristezas que vem junto!


Monica Schimenes


Muitas das dificuldades e pré-conceitos envolvidos nessas situações têm raízes no processo de educação. As estruturas de governo que fomentam educação ainda são definidas sem participação significativa de mulheres, cuja experiência de vida proporciona uma compreensão diferenciada das necessidades, preocupações e interesses da população.
Muitos desses detalhes não são explícitos, incorrem na incompreensão de que homens e mulheres são diferentes e tem especificidades que devemos tratar para igualar as oportunidades a todos.

Embora as minorias sociais sejam caracterizadas por serem grupos de alguma forma discriminados e excluídos, é fundamental entender que essas pessoas são parte ativa e importante da sociedade. Precisamos saber trabalhar juntos por um futuro no qual nossos filhos e filhas tenham, apesar das diferenças, oportunidades iguais.

Por Mônica Schimenes

 

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