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Mulheres tomam a cena



Marlene Ortega - BPW-SP Há mais mulheres do que homens no Brasil. Nosso país tem a população de 190 milhões de pessoas sendo que 97 milhões dos habitantes pertencem ao sexo feminino e 93 milhões ao sexo masculino. Abordada em uma pesquisa de rua, com questionamento sobre esse dado que acaba de ser divulgado oficialmente, uma jovem exclamou: “Que bom! Espero que as mulheres possam ocupar espaços e mostrar seu poder”.

Não há dúvida de que já existe muita coisa boa acontecendo pelas mãos das mulheres, e muito mais ainda vai acontecer. Dou como exemplo a demonstração de engajamento de um grupo de mulheres que se reuniu nesse final de novembro para debater quais projetos serão desenvolvidos para o ano de 2011, pela BPW-SP “Business Professional Women”, também conhecida como Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de São Paulo. Essa é uma das mais respeitadas associações, tendo 80 anos de atuação no mundo.

Em realidade, no encontro de pauta especial, 11 associadas da Entidade apresentaram-se como candidatas aos cargos de Conselheiras para o triênio 2011 e 2013. Nessa época do ano, são coordenadas algumas reuniões, com o propósito de ouvir de cada postulante ao Conselho a visão de futuro e as propostas de trabalho que poderão tornar-se os principais projetos da BPW-SP. Se bem estruturados alguns deles podem estender sua amplitude para a esfera nacional e até internacional, onde a BPW congrega mais de 40.000 mulheres em 96 países.

O corpo de candidatas foi composto por mulheres de carreiras profissionais diversas e com currículos bastante potentes. Surgiram durante as explanações depoimentos bem estruturados demonstrando a posição de cada uma e sua disposição de colaborar. Aos poucos, o grupo da diretoria ao lado da presidência atual, foi verificando que poderia haver sinergia entre os caminhos sugeridos. Pareceu-nos, por exemplo, excepcional a apresentação do “Projeto para a Mulher Madura”. O escopo está desenhado para orientar, dar suporte, criar oportunidades e estimular a valorização da mulher a partir de 45 anos. Nessa fase as mulheres começam o processo da menopausa e passam por muitas mudanças na vida pessoal, além de deparar-se com um mercado de trabalho de mais difícil acesso. Sua idealizadora propõe que as empresas contratem essas mulheres para atuar no papel de “mentor” para os mais jovens, principalmente na questão dos valores e da cultura empresarial. Na sequência das candidatas, uma ex grande executiva na área de psicologia organizacional e hoje comandante de sua própria consultoria focada no atendimento de adultos, adicionou a proposta de criar o banco de currículos da mulher madura, agregando também palestras de orientação para essa fatia da população feminina.

As novas ideias foram muito bem vindas, porque estão em consonância com as diretrizes da BPW Internacional que tem como foco a promoção do empreendedorismo e liderança feminina e vem disseminando a campanha “putting diversity on the A- gender” , provocando as empresas para que “coloquem a diversidade de gênero em suas agendas” dando assim maior espaço para as mulheres ocuparem o board das organizações.

Esse é um resumo que pareceu oportuno nesse momento onde os holofotes se voltam para o feminino. Teremos muito a ganhar se mais mulheres se unirem para desenvolverem outras mulheres. Há ótimas oportunidades para realizar um trabalho de valor e sentir a satisfação de contribuir para o desenvolvimento de nossa sociedade.

Marlene Ortega

 

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